Encontramos momentos na vida, que nos inspiram, para divulgarmos aquilo que a nossa própria alma sente. Com certeza, estes momentos nascem numa experiência interior, quer dizer, num profundo diálogo com Deus. Estes momentos nascem, quando mergulhamos dentro da nossa alma e nós nos perguntamos: de onde viemos, onde estamos e para onde caminhamos? E encontramos a resposta neste profundo diálogo com Deus - quando Ele se torna, para nossa existência, o Caminho, a Verdade e a Vida. Assim, compreendemos, que o Senhor nos convida a cumprir uma grande missão: que todos possamos nos chamar de irmãos e de seus filhos.

É preciso que exista mais amor e união entre nós, para que possamos ser a semelhança e a imagem de Jesus Cristo. Foi ELE que afirmou que veio para que todos tenham vida e a tenham em abundância.

Nestas reflexões, quero convosco mergulhar no fundo das nossas almas e procurar viver a vida conforme nos foi dada.

Pe. Jan Zasowski

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Lembrando da Dona Agostinha de Ubá



No caminho da nossa vida encontramos pessoas especiais, que souberam escrever a história da humanide, com o dom da vida e o dom da fé. Dona Agostinha de Ubá, MG., era uma daquelas pessoas, que souberam vivenciar na prática o seu batismo. 
Por isso, depois de tantos anos, relembrando a grandeza da personalidade da Dona Agostinha, quero partilhar o seu exemplo, que pode servir como inspiração para nós: a nossa vida tem grande valor quando semeamos a bondade, praticando o amor do Evangelho. 
Suas palavras, antes de ir ao encontro do Pai, me marcaram fortemente, tanto na minha memória, como também dentro do meu coração. No meio da dor e sofrimento ela disse: "Estou realizando apenas as ordens de Jesus"!
Que possamos cada dia vivenciar mais profundamente a nossa fé em Jesus Ressuscitado!




São Paulo  nos coloca no clima de esperança dizendo: Os vossos olhos não tinham visto, os ouvidos ouvido, nem  inteligência tinha capacidade de entender, o que Deus preparou para todos aqueles, que realizam na prática da sua vida o mandamento do amor...

O próprio Jesus disse, que Ele é a Ressurreição e a Vida.
Cristo nos prometeu a Vida Eterna. A morte é somente passagem para a eternidade.
A morte é um novo nascimento, depois da dura prova, que é o sofrimento...

Quando a vida é realizada bem, não existe nenhuma forma de medo. Nada nos pode separar do amor de Cristo: Nem a morte, nem as perseguições...  Nada nós separará do amor de Cristo!

Meditando um pouco sobre a vida podemos dizer assim:

A vida é a resposta que damos ao Deus, realizando tudo o que Ele nos confiou.
A vida é amar de tal forma, que outros se sentem amados e valorizados.
A vida é perdoar todas as ofensas contra nós, e as que nós cometemos contra os outros e contra nós mesmos.
A vida é avaliar o nosso modo de agir e de ser.
A vida é calar, quando os outros gritam em voz alta.
A vida é construir mais humanidade entre nós.
A vida é dar e não esperar para receber.
A vida é aceitar a dor e não reclamar.
A vida é ter paciência nos momentos, quando tudo parece estar acabando.
A vida é sempre olhar para o futuro, na esperança que ele possa ser melhor.
A vida é desejo para ser mais perfeito e bom.
A vida é dar resposta para todas as perguntas que surgem no dia a dia.
A vida é confiar, que um dia seremos libertados de toda  tristeza e sofrimento.
A vida é saber destruir o mal e realizar o bem.
A vida é dar ‘sim’,  para o mundo ver que existe alegria, que podemos celebrar sem fim...

Nesta vida existem as pessoas que são como a Luz no caminho dos outros.
Em certo sentido, como a luz da vela: ilumina e também se consome, para dar a claridade onde há trevas; para dar o calor onde ainda existe frio e para se doar totalmente, até o último momento, proporcionando  a segurança no caminho de todos aqueles, que encontramos.

Assim, há pessoas que se tornaram a Luz no caminho dos outros.
Escreveram a história da sua vida no Livro da Vida.

Quando relembro a Dona Agostinha, desde aquele encontro das Missões que teve na Paroquia Barbosa Lage em Juiz de Fora, há nove anos atrás, nunca esqueço essa mulher, que na sua simplicidade, humanidade e bondade, nos mostrou a firmeza no caminho da sua fé.


Ninguém vai esquecer esta serva caminhando pelas ruas de Ubá, para servir aos irmãos enfermos, idosos, para limpar as feridas do corpo e do coração.
Suas palavras sempre foram de consolo e transmitiram grande sabedoria, isto é, foram sempre bem medidas, para nunca ferir, mas ajudar.
Seu olhar puro e bondoso...
Sua pessoa totalmente voltada para o bem, para se santificar e santificar os outros.
O amor no seu coração, que ela transmitia, era o fruto das orações e da obediência em tudo, para realizar a vontade de Deus.

Agostinha mostrou um carinho especial para com os sacerdotes, como ela sempre dizia: Sacerdotes são os filhos prediletos! Ela rezava por todos os sacerdotes do mundo e pedia muito pela sua santificação.

Cristo Eucarístico foi o centro da sua fé.
Em suas mãos, dezenas de rosários oferecidos pelos vivos e falecidos. Ela foi apóstola, missionária, serva do Senhor.
A Palavra do Senhor era para  Agostinha a luz e ela procurou viver e transmití-la nesse caminho de vida.

Agostinha, dentro do seu coração, construiu o santuário. Ela se tornou este santuário, pois cremos, que ela se encontra nesse lugar da Paz, no Santuário Eterno, no banquete dos justos, onde alegria dos santos continua para sempre.

Agostinha não conseguiu grandes títulos deste mundo. Foi uma mulher simples, que serviu, sofreu, sorriu, chorou, amou e deixou para todos o exemplo de um abraço e de um beijo sem traição e de grande maturidade; como ser gente e como viver a fé crista.

O que poderia dizer mais?

Devemos agradecer a Deus por termos uma irmã e amiga   tão especial, autêntica e bondosa, agora fazendo parte daqueles, que estão contemplando o amor e a misericórdia de Deus. É para esse Santuário da Vida que todos nós estamos caminhando através do nosso sacrifício cotidiano e pelo crescimento espiritual, isto é, pela conversão do nosso coração.

Gostaria de transmitir estas palavras para a Comunidade de Ubá, onde Agostinha, nossa querida Irmã, nos deixou a lição da vida, mostrando como deve ser realizada a nossa peregrinação rumo ao Céu.

Saudações em Cristo!
  Pe. João Zasowski

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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Dziwię się ludziom o zmiennych twarzach...



Dziwią mnie ludzie o dwóch, lub kilku twarzach…
Dziwią mnie tacy ludzie… to ludzie bez charakteru…
W takich nie pokładaj nadziei, nie ufaj, oni są zdrajcami z założenia…

To ludzie lęku przed tym, co głębokie w człowieku. Boją się konfrontować
z prawdziwym obliczem człowieka… ironią i cynizmem kupują … jedni są słabsi, 
dlatego podlegli i „podlizują się”, aby przetrwać, drudzy są „łakomliwi” i przebiegli, zdolni sprzedać swoją godność właściwego człowieka, aby tylko błyszczeć,  mieć i posiadać…

Dziwię się, że są tacy ludzie a przecież są i to wokół mnie…. i nas…
Naprawdę boję się takich ludzi, nie, że mnie skrzywdzą, ponieważ tacy zawsze krzywdzą, aby przetrwać w swej małości bycia człowiekiem, chociaż chodzą z podniesioną głową jakby byli”nad człowiekiem”.

Dziwię się wszelkim zakłamaniem i udawaniem… to przecież "nędza duchowa”, gdy
brak wielkości człowieka.
Tylko wielkość wyraża się w pokorze, autentyczności i uczciwym podejściu do siebie i drugich.

Wszystko przemija i chwilowy „narcyzm” uwielbienia siebie, czyli zniekształcenia prawdziwego oblicza, jakim powinien być człowiek, któregoś dnia po zdjęciu maski, możemy się przestraszyć wizją zakłamania w życiu, które tylko służyło naszym planom, ale nie planom Boga.

Dlatego nie dziwmy się odpowiedzi Chrystusa, kiedy to mówić będą: „czyniliśmy to i tamto a nawet dokonywaliśmy prawdziwych przemian i nazywaliśmy to cudowne, piękne, wspaniałe i było dziełem naszych rąk…” i Chrystus powie: „nie znam was, ponieważ czyniliście wszystko dla własnej promocji, dzieliliście się na grupy polityczne, ale nie było nic w was z braterstwa i prawdziwej życzliwości, dobroci, szlachetności i miłości”.

Byliście łakomi posad, kariery, przepychaliście się walcząc o swoje najlepsze prawa, obarczając innych trudnościami, zniszczonym imieniem. Swoim dyktatorskim poleceniem i władzą używaliście literę prawa, którą zastosowaliście dla własnego wygodnictwa, obarczając ciężarem tych, którzy wam byli niewygodni, gdyż nie posiadali podwójnych, czy potrójnych twarzy…

Dziwię się, że tacy ludzie, którzy manipulują zasiadają na wysokich tronach i dobierają podobnych sobie i my to akceptujemy dla większego spokoju, aby nie stwarzać sytuacji jeszcze większego konfliktu…

Dziwię się, że nie potrafimy wspólnie mówić głośno i nazywać niesprawiedliwość, niesprawiedliwością i kłamstwo, kłamstwem…
Dlatego nie dziwmy się, że odnowa wewnątrz potrwa jeszcze długo…..zmiana nastąpi,
gdy nastąpi zmiana wewnątrz serc ludzkich, którym zależy na prawdzie i uczciwości…

Pe. Jan Zasowski


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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Eu e o Pai somos um

O ícone de André Rublov: Santíssima Trindade¹



Jesus Cristo ensina–nos a viver em união.
Onde plantamos a união, lá haverá o verdadeiro plantio, isto é, encontramos os frutos da união.

A união nasce onde uns valorizam os outros, onde existe o diálogo, o espírito da humildade e da dedicação.
Aonde  se procura o próprio projeto, onde domina o egoísmo, ambição – o que foi plantado com certeza morrerá.

Conclusão:

Em que campo estamos?
No campo que produz os frutos, ou no campo onde tudo está apodrecendo por causa do nosso egoísmo e da nossa projeção, que não visa nada além da nossa própria ambição?
Esta é uma  pergunta que vem de Deus e nós devemos dar a resposta a nós mesmos.

Portanto devemos saber:  Quem semeia a unidade verá a felicidade.
Quem semeia a desordem colherá a tristeza.

Pe. Jan Zasowski
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¹ O ícone "da Trindade", às vezes também chamado de “o ícone dos três Anjos", é do iconógrafo Russo André Rublev, e é um dos ícones mais famosos de todas as épocas. É também chamado de ícone “da hospitalidade de Abraão”. Desde os primeiros séculos do Cristianismo, a narração bíblica da visita dos três estranhos a Abrão e Sara (Gn 18, 1-22) foi interpretada como uma manifestação da Santíssima Trindade. 
    Já pelo IV século o historiador da igreja Euzébio de Cesárea escreveu que desde os tempos antigos existiu um quadro da Santíssima Trindade, na forma de três anjos, onde três estranhos apareceram à Abraão. Os Santos Padres entenderam este evento como uma demonstração, até mesmo indireta, da Trindade, ou como uma demonstração do Filho de Deus, acompanhado por dois anjos. 
   Muito antes de Rublev, existiram muitos iconógrafos que fizeram essa representação iconográfica desta cena, incluindo Abraão e Sara que servem os anjos e, freqüentemente, um criado que mata um cordeiro para a refeição. Mais ninguém teve a iluminação e a ousadia de Rublev. (Fonte: http://www.ecclesia.com.br)


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